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	<title>Arquivo de perturbação - Sensiser</title>
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	<description>Do Universo do Ser nasce a Luz para a Auto Cura</description>
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		<title>Tenho pensamentos obsessivos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gestão Sensiser]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 17:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[obsessivo-compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) é, tal como o nome indica, uma perturbação mental, pelo que NÃO É “ter a mania das limpezas”, “gostar de organização” ou “lavar muitas vezes as mãos”. Estes são apenas alguns exemplos daquilo que é recorrentemente descrito como sendo a POC, mas que, tidos em conta isoladamente, não permitem um diagnóstico. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) é, tal como o nome indica, <strong>uma perturbação mental</strong>, pelo que NÃO É “ter a mania das limpezas”, “gostar de organização” ou “lavar muitas vezes as mãos”. Estes são apenas alguns exemplos daquilo que é recorrentemente descrito como sendo a POC, mas que, tidos em conta isoladamente, não permitem um diagnóstico. Poderá tratar-se de comportamentos ou traços de personalidade efetivamente presentes em pessoas que recebem o diagnóstico de POC &#8211; Perturbação obsessivo-compulsiva, mas não necessariamente.</p>
<p><strong>Características:</strong></p>
<p>Primeiramente, a presença de obsessões, compulsões ou ambas. As <strong>obsessões são pensamentos</strong>, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes, experienciados como<strong> intrusivos e inapropriados</strong>, o que, na maioria dos casos, causa ansiedade ou mal-estar intensos. Os “temas” mais comuns das obsessões estão relacionados com c<strong>ontaminação/doença, dúvida e a necessidade de fazer as coisas segundo uma ordem particular</strong>, mas estas também podem surgir como imagens sexuais ou impulsos agressivos. Pelo seu caráter intrusivo, a pessoa tem dificuldade em ignorar as obsessões ou fazê-las desaparecer, procurando neutralizá-las com algum outro pensamento ou ação.</p>
<p>É neste processo que normalmente surgem as <strong>compulsões, que são comportamentos repetitivos</strong> (por exemplo, lavar as mãos) ou atos mentais (por exemplo, contar ou repetir palavras) que <strong>a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão e que têm como objetivo evitar ou reduzir a ansiedade, ou prevenir alguma situação temida</strong>. No entanto, é comum que estes comportamentos ou atos mentais não estejam ligados de um modo realista com aquilo que pretendem neutralizar ou são claramente excessivos. Para além disso, as obsessões e/ou compulsões são consumidoras de tempo (muitas vezes, mais do que 1 hora por dia), causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas importantes da vida da pessoa.</p>
<p>Por fim, é importante que a avaliação desta perturbação permita verificar que os sintomas obsessivo-compulsivos não são efeito de uma substância (droga de abuso ou medicação) ou resultado de outra condição médica ou perturbação mental.</p>
<p>Tendo em conta a informação anteriormente descrita, torna-se possível compreender o quão complexa e incapacitante a Perturbação obsessivo-copulsivo pode ser.<br />
<strong>Em muitos casos, a pessoa experiência níveis de ansiedade elevadíssimos e pode ficar refém de pensamentos e comportamentos que condicionam significativamente o funcionamento nas diferentes áreas da sua vida.</strong> Por essa razão, sejamos mais sensíveis e atentos àqueles que nos rodeiam: à mãe que verifica as coisas várias vezes, ao tio que toda a gente considera hipocondríaco, a(o) irmã(o) que evita ficar sozinha(o), ao amigo que tem superstições e age muitas vezes de acordo com as mesmas.</p>
<p>A verdade é que estes aspetos poderão não ser reflexo de uma perturbação, mas, ainda assim, afetar o funcionamento da pessoa de uma forma que é significativa para si. E também é verdade que pode fazer toda a diferença se as pessoas à sua volta tiverem uma abordagem que não é de desvalorização ou até gozo; talvez a pessoa sinta que pode falar sobre estas questões, que não precisa de se isolar e que a ajuda existe.</p>
<p><strong>Muitas vezes não é mania, não é exagero e não é uma fase.</strong></p>
<p><strong>Muitas vezes, a ajuda profissional é fundamental e um(a) Psicólogo(a) pode ajudar!</strong></p>
<p><a href="https://sensiser.pt/maria-melro/" target="_blank" rel="noopener">Maria Melro &#8211; psicóloga clínica</a></p>
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