A aprendizagem emocional começa desde tenra idade, quando as crianças descobrem uma ampla gama de emoções e evoluem à medida que crescem. Podemos definir as emoções como a resposta do corpo ao que se passa à nossa volta, através de estímulos que ativam os nossos sentidos e o nosso pensamento. Essa resposta pode ser agradável ou desagradável.
Qual a sua importância?
A competência emocional (CE) é um processo de desenvolvimento que compreende três competências: 1) expressão de emoções; 2) conhecimento da emoção; e 3) regulação emocional (ou seja, estar ciente das suas emoções e modificá-las quando necessário). Em tenra idade, as crianças já exibem uma variedade de emoções, em situações sociais, por meio de mensagens não verbais (por exemplo, dar um abraço, ficar emburrado). O desenvolvimento cognitivo permite que as crianças aprendam a identificar as suas próprias emoções e as dos outros e as circunstâncias que levam à sua expressão. Essa compreensão emocional, por sua vez, permite que as crianças monitorizem e modifiquem suas emoções para lidar com situações difíceis. O desenvolvimento emocional na primeira infância (até aos cinco anos de idade) é importante para o desenvolvimento de várias habilidades interrelacionadas. Em comparação com crianças com déficits no desenvolvimento emocional, crianças com CE desenvolvido são mais prováveis:
1) sustentar a aprendizagem;
2) envolver-se em comportamentos empáticos e pró-sociais;
3) expressar emoções apropriadas em vários contextos;
4) usar estratégias adaptativas para lidar com emoções negativas/perturbadoras (por exemplo, raiva);
5) reduzir vários fatores de risco associados com psicopatologia.
Em conjunto, essas habilidades predizem o sucesso escolar precoce das crianças e dos relacionamentos interpessoais positivos com colegas e familiares.
O que podemos fazer?
A fim de promover a CE nas crianças, os pais podem modelar várias expressões emocionais. Dado que as emoções exibidas em casa influenciam em grande parte as expressas pelas crianças com seus pares e no ambiente escolar mais amplo; as interações positivas pais-filhos são valorizadas. Especificamente, os pais devem envolver-se em práticas parentais positivas e desempenhar um papel de apoio quando as crianças se deparam com desafios.
A criança espera que os pais aceitem as suas emoções e lhas devolva com um sentido afetivo e criativo, de modo que possa geri-las. Se ela tiver de conter as emoções, sendo pressionada a substituí-las (ex., “Para que estás a chorar? O homem não chora!”), sentir-se-á pior. Por isso, é importante deixar a criança manifestar as emoções, para a ajudar a regulá-las.”
Psicólogo clínico/neuropsicólogo:
Daniel Martins

